Diagnóstico da doença é decisivo para a escolha do tratamento adequado
Cerca de 30% dos pacientes com a enfermidade receberam o diagnóstico inicial incorreto, segundo estudo publicado na revista científica Journal of Surgical Oncology. Mesmo sendo uma neoplasia rara, o diagnóstico é decisivo para a escolha do tratamento adequado. Para o especialista Cláudio Quadros, a ausência de sintomas na fase inicial, demanda uma análise cuidadosa por parte da equipe médica responsável. “O diagnóstico é feito com exames de imagem e, muitas vezes, não é realizado na fase inicial por o paciente não ter sintomas. Mas naqueles que realizam exames de imagem de rotina, como ultrassonografia, o apêndice deve ser avaliado e, em caso de suspeita de neoplasia de apêndice, a pessoa deve ser avaliada por um cirurgião, de preferência especialista em cirurgia oncológica”, explica.
Em Salvador, o Hospital Teresa de Lisieux realizou o HIPEC (Quimioterapia Intraperitoneal Hipertérmica), procedimento cirúrgico que combina citorredução com quimioterapia hipertérmica, e, de acordo com o médico, é essencial uma equipe multidisciplinar para ter um bom resultado. “Além da Cirurgia Oncológica, é necessário participação da Anestesiologia, Intensivismo, Oncologia Clínica, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e, é claro, a equipe de Gestão Hospitalar. A incorporação da Citorredução cirúrgica com HIPEC para tratamento de pseudomixoma na Hapvida é motivo de orgulho para nós que atuamos na rede. É a possibilidade de oferecer o único tratamento que pode trazer a cura a esses pacientes”, celebra Quadros.
Fonte: Tribuna da Bahia





