Um caso histórico foi registrado na Europa: pela primeira vez, o vírus ebola foi detectado fora do continente africano, com um paciente diagnosticado na França. A notícia gerou alerta internacional sobre o risco de disseminação da doença altamente letal para outras regiões do mundo.
As autoridades de saúde francesas iniciaram imediatamente protocolos de contenção e rastreamento de contatos. Por prevenção, um sistema de acompanhamento específico foi implementado para o retorno de humanitários franceses ao país.
Em toda a história, foram identificadas seis variantes do vírus. Os primeiros registros foram no Sudão e no Congo, em 1976. Entre essas variantes, três delas causaram grandes surtos, sendo o mais grave ocorrido entre 2014 e 2016 na África Ocidental, quando mais de 11 mil pessoas morreram.
Não existem terapias aprovadas para todas as doenças causadas pelo Ebola, mas produtos com potencial para tratamento estão em desenvolvimento. A vacina Ervebo, aprovada pela OMS, é eficaz contra a variante Zaire, mas não cobre todas as cepas do vírus.
A Organização Mundial da Saúde monitora a situação e orienta os países a reforçarem a vigilância epidemiológica em aeroportos e pontos de entrada, especialmente em conexões com regiões da África Equatorial.
Fonte: A Tarde






