Cientistas russos afirmam ainda que já trabalham em versões da vacina contra glioblastoma, um câncer cerebral grave, e contra melanoma, tipo mais letal de câncer de pele.
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Comunidade científica reage com cautela
Apesar da empolgação com o anúncio, a comunidade científica internacional recebeu a notícia com desconfiança. Isso porque todas as informações disponíveis foram divulgadas pelo próprio governo russo, sem publicações em revistas científicas ou a tradicional revisão por pares.
“Todos os dados deveriam ser compartilhados em revistas científicas, que são revisados por pares. É o que atesta a qualidade dos estudos e embasa as análises das agências. O que temos dificuldade aqui é com a transparência desses dados. Não sabemos como foram os estudos pré-clínicos, que moléculas são essas, como vão ser os testes clínicos. Países sérios cadastram todos os estudos clínicos na plataforma clinicaltrials, por exemplo“, explica Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
Especialistas apontam que a ausência de publicações oficiais e a falta de registro em plataformas internacionais tornam difícil avaliar a real eficácia e segurança da vacina. Sem a revisão científica, não há como confirmar os resultados anunciados pelo governo russo.
Fonte: A Tarde






