Alguns medicamentos têm efeitos colaterais que podem interferir na atividade do motorista, das pessoas ao redor e interferir na segurança do próprio condutor. É importante entender os perigos e assegurar práticas que colaborem a diminuir riscos.
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O neurologista Lucio Huebra, membro do Conselho Administrativo da Academia Brasileira do Sono (ABS), explicou, de acordo com o Portal Metrópoles, que existem determinados medicamentos que podem elevar a taxa de acidentes, pois comprometem a atenção, causam sonolência, interferem reflexos e habilidade motora.
Entre eles estão psicotrópicos como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor, indutores do sono, ansiolíticos, benzodiazepínicos, além de antialérgicos antigos, anticonvulsivantes e analgésicos potentes, como os opioides”, explica Huebra.
Além disso, o especialista ressalta que, mesmo ingerindo o medicamento no horário noturno, pode ser que os efeitos se prolonguem até o dia, devido ao seu tempo prolongado de ação.
O que deve ser levado em consideração pelos motoristas sobre os seus remédios?
- importante observar a bula e conversar com o médico que receitou o remédio, ou até os farmacêuticos;
- paciente deve realizar auto-análise sobre sentidos apresentados ao volante, como sonolência;
- redução da atenção;
- prejuízo na capacidade de dirigir.
Lucio Huebra conclui que o cuidado pode ser melhor realizado ao ajustar doses, horários, evitar combinação de medicamentos que impactam no aumento de sono e nunca beber antes de dirigir.
Evitar álcool, observar os efeitos percebidos e comunicar rapidamente ao médico são atitudes fundamentais. Sempre que notar algum grau de sonolência, é importante não dirigir”.
Fonte: Bahia News






