O governo da Bahia firmou convênio no valor de R$ 11 milhões com o Ministério da Saúde para desenvolver novos medicamentos contra a doença falciforme — condição genética que afeta principalmente pessoas negras e que ainda carece de tratamentos acessíveis no Brasil.
A vigência do convênio vai até 2 de julho de 2029 e, segundo a publicação, não haverá contrapartida financeira da convenente — ou seja, todo o valor será repassado pelo Ministério da Saúde.
Um segundo projeto, em parceria com a UFBA e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), trata do desenvolvimento de um probiótico de uso oral para neuropatia diabética, uma das principais complicações crônicas do diabetes.
A expectativa é formalizar termos de compromisso com indústrias farmacêuticas para transferência de tecnologia à Bahiafarma, possibilitando a produção local de medicamentos e redução de custos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A doença falciforme é a doença genética mais prevalente no Brasil, afetando cerca de 50 mil pessoas no país. O desenvolvimento de novos medicamentos de produção nacional representa um avanço tanto para o acesso ao tratamento quanto para a autonomia farmacêutica do país.
Fonte: A Tarde





