Brasil deve ter 12,2 mil casos de leucemia por ano até 2028

A leucemia é um tipo de câncer que afeta as células do sangue e se desenvolve na medula óssea, responsável pela produção das células sanguíneas. O problema ocorre quando essas células passam a se multiplicar de maneira descontrolada, comprometendo o funcionamento do organismo.

Os primeiros sinais costumam ser inespecíficos e podem ser confundidos com problemas comuns, o que frequentemente atrasa o diagnóstico. De acordo com o hematologista Jayr Schmidt Filho, a conscientização sobre os sintomas é essencial para o diagnóstico precoce.

“Quanto mais cedo identificamos alterações no sangue, maiores são as chances de iniciar o tratamento adequado rapidamente”, afirma o especialista.

Algumas doenças hematológicas, como determinadas anemias crônicas, podem apresentar sintomas adicionais como palpitações, alteração no paladar e formigamento nas mãos e nos pés, especialmente quando relacionados à deficiência de vitamina B12.

Segundo o especialista, nem toda alteração significa câncer, mas sintomas persistentes devem ser avaliados por um profissional de saúde.

Os avanços da onco-hematologia ampliaram as possibilidades de tratamento nos últimos anos. Terapias-alvo e tratamentos celulares, como o CAR-T Cell, vêm proporcionando resultados mais eficazes e personalizados para diferentes tipos de leucemia.

“A onco-hematologia passou por uma verdadeira revolução. Hoje conseguimos personalizar tratamentos, oferecer terapias cada vez mais precisas e alcançar resultados que eram inimagináveis”, destaca Jayr Schmidt Filho.

Embora a tecnologia tenha ampliado as opções de tratamento, a prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo fundamentais. Exames de rotina, especialmente o hemograma, podem identificar alterações no sangue ainda nas fases iniciais da doença.

“Nem todo quadro de anemia está relacionado ao câncer, mas toda alteração persistente merece investigação médica. O hemograma é um exame simples, acessível e frequentemente o primeiro passo”, conclui o médico.


Fonte: A Tarde