A pesquisa foi conduzida por membros da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e do Hospital das Clínicas da FMUSP, publicada na revista científica Basic and Clinical Andrology.
No documento, os pesquisadores identificaram evidências de que vírus como SARS-CoV-2, HIV e Zika podem desencadear processos inflamatórios no sistema reprodutor masculino. Essa inflamação pode afetar diretamente os nervos da região testicular e danificar as fibras nervosas, desencadeando dor aguda e crônica.
“Os efeitos agudos do SARS-CoV-2 são significativos, mas estamos vendo que os efeitos crônicos deixam mais sequelas do que imaginávamos. Este estudo mostra que essa doença exige cuidados redobrados, mesmo após cinco anos do início da pandemia”, afirmou o professor Jorge Hallak, coordenador do estudo.
Apesar dos achados, ainda não há comprovação definitiva para todos os casos. De acordo com os pesquisadores, existem mecanismos biológicos que sustentam a hipótese, mas não uma relação causal definitiva.
Dentre os principais mecanismos estão a inflamação prolongada no testículo ou epidídimo, a ativação do sistema imunológico com liberação de substâncias que aumentam a sensibilidade à dor e possíveis respostas autoimunes capazes de manter o desconforto mesmo após a eliminação do vírus.
Os cientistas alertam que as evidências disponíveis são baseadas em estudos observacionais, evidenciando a necessidade de pesquisas clínicas adicionais para confirmar a ligação direta entre infecções virais e dor crônica escrotal.
Fonte: A Tarde






