6 metas de saúde que você deveria traçar dos 50 anos em diante

O momento é especialmente oportuno, pois as chances de desenvolver uma doença crônica, como artrite, diabetes ou problemas cardíacos, aumentam à medida que atingimos a marca de meio século

Mas há muitos motivos para continuar tecendo. Com a expectativa de vida média nos Estados Unidos oscilando em torno de 77,5 anos – chegando a 80 para as mulheres – você provavelmente tem mais décadas para planejar. [No Brasil, segundo os últimos dados divulgados pelo IBGE, a expectativa de vida dos homens é de 73,1 anos e a das mulheres, de 79,7 anos.] E na hora de fazer esses planos é preciso refletir sobre sua saúde e as maneiras de maximizá-la no futuro, dizem os especialistas de Harvard.

“O que você faz na casa dos 50 anos com certeza vai trazer dividendos ou prejuízos a longo prazo, então é realmente uma década para começar a estabelecer algumas metas de saúde”, diz Deborah Kwolek, médica de medicina interna e especialista em menopausa do Massachusetts General Hospital e do Brigham and Women’s Hospital, ambos afiliados a Harvard.

O momento é especialmente oportuno, pois as chances de desenvolver uma doença crônica, como artrite, diabetes ou problemas cardíacos, aumentam à medida que atingimos a marca de meio século. Cerca de 95% dos adultos com mais de 55 anos têm pelo menos uma doença crônica e quase 80% têm duas ou mais, de acordo com o Conselho Nacional de Envelhecimento.

Os 50 anos de idade também são quando muitas mulheres estão no auge da menopausa, lidando com flutuações hormonais e sintomas relacionados, como ondas de calor, secura vaginal, dores nas articulações e confusão mental. Níveis reduzidos de estrogênio também aumentam os riscos de pressão alta, pré-diabetes, doenças cardíacas e enfraquecimento dos ossos.

Esses problemas de saúde podem prejudicar a capacidade de otimizar os anos que virão – de fazer tudo o que queremos e nos sentir bem com isso.

“Se você é alguém que se sente jovem e saudável aos 50, pode achar que a festa vai continuar para sempre, que você vai continuar fazendo as mesmas coisas que fazia aos 30″, diz Daniel Sands,

médico de atenção primária do Beth Israel Deaconess Medical Center, afiliado a Harvard. “Mas muitas vezes pensamos nos 50 anos como o começo do envelhecimento. Você recebe seu primeiro cartão de descontos para idosos, mas também é um ponto de inflexão no seu risco de doenças cardíacas e vários tipos de câncer. Quanto mais esperamos para fazer um balanço da nossa saúde, pior ela pode ficar”.

Sands e Deborah destacam metas de saúde valiosas, por que elas são relevantes e o que fazer para alcançá-las:

Melhore seu equilíbrio

“A maioria das pessoas não vai começar a cair quando chegar aos 50, mas as coisas que fazemos quando temos 50 anos têm influência no que acontece quando temos 80″, observa Sands. “O equilíbrio é crucial”.

Aprenda uma nova habilidade

Sempre quis tocar piano ou falar mandarim? Começar agora oferece mais do que uma dose de novidade na meia-idade: pesquisas indicam que também pode evitar o declínio cognitivo.

“Aprender uma nova habilidade é útil porque saímos da zona de conforto, o que ajuda a manter o cérebro afiado”, avisa Sands. “Também é útil do ponto de vista da saúde mental”.

Procure fazer exames de câncer próprios da sua idade

O envelhecimento é o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. Mas os exames podem detectar células anormais precocemente, aumentando suas chances de vencer a doença. Aos 50 anos, mulheres já devem ter feito exames para câncer de mama, de colo do útero e colorretal, por exemplo. Se for fumante, também deve perguntar ao seu médico sobre o exame de câncer de pulmão por tomografia computadorizada.

“Cinquenta é um limite meio artificial, porque o que existe é um continuum de risco”, diz Sands. “É o ponto em que não se pode mais adiar esses exames, é o ponto de inflexão”.

Priorize a saúde óssea

A perda óssea começa a aumentar por volta dos 50 anos, especialmente nas mulheres. Elas têm quatro vezes mais probabilidade que os homens de desenvolver osteoporose, colocando-as em maior risco de fraturas devastadoras que podem ser debilitantes ou até mesmo encurtar a vida.

Medicamentos e medidas de estilo de vida – como aumentar a ingestão de cálcio e vitamina D – podem atenuar o problema, assim como exercícios de sustentação de peso. A terapia hormonal também pode ajudar, uma vez que 10% da massa óssea das mulheres se perde nos dois ou três anos da transição da menopausa, diz Deborah.

Mantenha a força muscular

Poucas coisas preparam melhor o corpo para um envelhecimento saudável do que músculos fortes. Mas começamos a perder massa muscular aos 30, um processo que acelera drasticamente com o passar das décadas.

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

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