Segundo o órgão municipal, nos 10 primeiros meses deste ano,foram realizadas 44.123 abordagens em Salvador, número 13% inferior ao mesmo período do ano passado
Apesar do rigor da legislação e dos riscos à vida, muitos motoristas ainda insistem na prática de beber e dirigir. Segundo a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), dados da “Operação Respeite a Vida”apontam que, entre janeiro e novembro de 2024, foram contabilizados 4.519 autos de infração, com base na Lei Seca, frente a 4.227 registrados entre janeiro e novembro de 2023, o que representa um aumento de 7% no número de autuações.
Segundo o órgão municipal, nos 10 primeiros meses deste ano,foram realizadas 44.123 abordagens em Salvador, número 13% inferior ao mesmo período do ano passado, quando foram abordados 50.725 condutores. Com relação a remoção de veículos, a redução foi significativa: 722 ocorrências este ano, enquanto em igual período do ano passado, foram 2.116 casos.
Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência ou recusar-se a ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa são infrações de naturezas gravíssimas previstas nos artigos 165 e 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), respectivamente. O condutor nestas situações está sujeito a sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$2.934,70, além de retenção do veículo e recolhimento da CNH.
De acordo com os dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), entre 35% e 50% dos acidentes no mundo envolvem a presença de condutores alcoolizados. Resultados do estudo intitulado “Projeto Diretrizes”, realizado pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Federal de Medicina, apontam que o risco relativo de se envolver em um acidente fatal como condutor é de 4 a 10 vezes maior para motoristas com alcoolemia entre 0,5 e 0,7g/l, se comparados com motoristas sóbrios.
Sob efeito do álcool, o condutor enfrenta a diminuição da capacidade de desempenhar funções cruciais para a atividade ao volante. Dentre as habilidades prejudicadas, estão as funções de atenção dividida, visuais e o acompanhamento de movimento, o que aumenta o risco de acidentes.
Fonte: Tribuna da Bahia






