Este mês de novembro é voltado para a conscientização mundial do câncer de próstata. A campanha tem como objetivo alertar as pessoas com próstata sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença.
De acordo com o Dr. Juarez Andrade, coordenador de Urologia do Hospital da Bahia (HBA), o câncer de próstata é um problema de saúde pública e “pode ser evitado com diagnóstico precoce e tratamento adequado”.
Pelo câncer de próstata ter chances de ser genético e hereditário, pode atingir principalmente pessoas que têm histórico familiar e parentes de primeiro grau acometidos pela doença. Nesses casos, Juarez Andrade comenta que os pacientes “devem iniciar sua avaliação anual com maior brevidade, a partir dos 45 anos”.
“A princípio, todo ano os pacientes com 45 anos, se forem negros ou tiverem histórico familiar, ou de 50 anos, a população geral deve ter a próstata avaliada na tentativa de diagnosticar precocemente os problemas que possam existir”, complementa o urologista.
Quanto ao fator racial, o médico explica que o comportamento biológico da doença tem maior incidência e é mais agressiva entre pessoas negras. “Não é determinante, mas as chances são maiores, de 1,5 a mais que pacientes não-negros”, explicou o médico.
Na Bahia, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados 6.500 casos de câncer de próstata no estado e 1.200 em Salvador para cada ano do triênio de 2023 a 2025.
Segundo a Dra. Stella Dourado, oncologista especialista em tumores urológicos da Rede AMO, “a maioria dos casos [cerca de 70%] é diagnosticada em fases mais precoces, sendo indicado o tratamento com intuito curativo. Nestes casos, podemos oferecer a cirurgia, a radioterapia ou até mesmo a vigilância ativa para casos bem selecionados”.
Ainda de acordo com o urologista Juarez Andrade, o índice de cura do câncer de próstata pode chegar a 95% na maioria dos casos.
É o caso de Edvaldo Sampaio, 74 anos, paciente que foi diagnosticado em 2022 e submetido a uma cirurgia robótica: “quando descobri, tinha três anos que não ia ao Urologista por causa da pandemia. Tinha o hábito de ir ao Urologista anualmente”, disse. “Continuo sendo acompanhado pela oncologista a cada três meses. Com a retirada da próstata, tive algumas limitações no ato sexual, fazendo uso de um comprimido Tadalafila de 5mg. Hoje frequento a academia e me alimento melhor”, desabafou Edvaldo Sampaio.
Segundo Stella Dourado, “existem alguns fatores de risco que não são modificáveis, como idade, história familiar, mutações herdadas e raça. Porém, muitos fatores são modificáveis, como uma dieta inadequada, sedentarismo, obesidade, consumo de álcool e tabagismo”, explica a oncologista, que também aconselha a adoção de um estilo de vida com atividade física e alimentação saudável.
Fonte: A Tarde






