Saúde se compromete a aumentar eficiência dos serviços à população

Com imensos desafios para os próximos anos, dentre os quais elevar o padrão de atendimento ao público, otimizando serviços e qualificando pessoal, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) encara como fator “inegociável”

Com imensos desafios para os próximos anos, dentre os quais elevar o padrão de atendimento ao público, otimizando serviços e qualificando pessoal, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) encara como fator “inegociável” o compromisso de melhorar a saúde dos baianos. Em entrevista à Tribuna da Bahia, a titular da Sesab, Roberta Silva de Carvalho Santana, explicou que “nosso objetivo é claro: elevar a eficiência dos serviços de saúde, não por competição, mas para melhorar a vida dos baianos, assegurando que as políticas públicas não sejam movidas por interesses políticos, mas sim pelo impacto real e positivo que têm na vida das pessoas.”, disse.

Ela também destacou como desafios permanentes, as transferências de pacientes, muitas vezes de municípios com pouca infraestrutura em atendimento de saúde, assim como a realização de cirurgias. “Sem dúvida, um dos nossos maiores desafios é acelerar ainda mais as transferências de pacientes e a realização de cirurgias, reforçando os investimentos em tecnologia, transporte e na ampliação da rede assistencial. Só em 2024, atendemos mais de 219 mil solicitações de regulação, vindas de todas as regiões do estado, refletindo a capacidade da nossa rede de responder a essa demanda crescente.”, reiterou.

Investimentos – Desde o início da gestão do governador Jerônimo foram aplicados na Saúde mais de R$ 17 bilhões em saúde, tendo como um dos reflexos a abertura de 3.168 novos leitos, distribuídos entre unidades estaduais, privadas e filantrópicas, já contemplando seis novos hospitais nos municípios Jaguaquara, Itaberaba, Jacobina, Teixeira de Freitas e Salvador, onde duas novas unidades foram entregues. Isso sem contar o primeiro Centro de Referência às Pessoas com Doença Falciforme do Brasil, também inaugurado recentemente, um marco para o atendimento especializado em nosso país.

Foram também realizadas cerca de 370 mil cirurgias eletivas desde 2023, resolvendo o passivo ainda deixado pela pandemia da Covid-19, e seguimos com mais de R$ 813 milhões em obras em andamento, que incluem a construção de novos hospitais em Jacobina, Alagoinhas e Juazeiro, além de ampliações em Salvador, Feira de Santana, Ribeira do Pombal, Vitória da Conquista, dentre outras localidades. Essas ações são uma resposta direta ao compromisso do governador Jerônimo com a saúde dos baianos e mostram que estamos construindo um sistema de saúde cada vez mais integrado e acessível.

– “No entanto, enfrentamos obstáculos significativos, como a falta de médicos especialistas, que afeta a capacidade de atendimento em várias regiões. Além disso, a sobrecarga no sistema de regulação é um reflexo da insuficiência de investimentos municipais em atenção primária, o que leva muitos casos de baixa e média complexidade a se tornarem emergências evitáveis. Esse é um diálogo constante que mantemos com as prefeituras, para que cumpram seu papel na prevenção e na assistência à saúde, fortalecendo a rede básica e reduzindo a pressão sobre o sistema de alta complexidade”, afirmou.

Tribuna da Bahia – Ante a necessidade cada vez maior da atenção básica à população, como resolver questões como a infraestrutura hospitalar?

Roberta Santana – O fortalecimento da atenção básica é uma prioridade fundamental para garantir que a população tenha acesso a cuidados preventivos e de promoção à saúde. Investir em infraestrutura hospitalar é crucial e estamos fazendo, mas o avanço com resultados de longo prazo está em apoiar os municípios para que façam um trabalho eficaz de prevenção, evitando que doenças simples, como hipertensão e diabetes, saiam de controle e evoluam para casos graves como AVC, infarto ou até mesmo o pé-diabético, que muitas vezes resulta em amputações. A chave é garantir que essas condições sejam gerenciadas adequadamente desde o início, evitando que sobrecarreguem o sistema de saúde em níveis mais altos de complexidade.

O Governo do Estado tem apoiado continuamente os municípios nesse esforço. Desde janeiro de 2023, entregamos 410 ambulâncias e 28 vans para transporte de pacientes em Tratamento Fora do Domicílio (TFD), representando um investimento superior a R$ 116 milhões. Além disso, foram distribuídos 15.868 equipamentos hospitalares às unidades de saúde municipais, com um investimento de R$ 110 milhões. Estamos em plena construção de 56 novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), e, desde 2023, realizamos mais de 800 mil atendimentos nas feiras de saúde realizadas em diversos municípios do estado. Isso sem contar o cofinanciamento estadual para a hemodiálise e o estímulo

Essas ações demonstram o compromisso do Governo da Bahia em apoiar a estruturação das redes municipais de saúde, garantindo que a população tenha acesso a cuidados de qualidade, desde a prevenção até o tratamento especializado. Nossa parceria com os municípios é essencial para evitar que casos simples se tornem graves, reforçando a saúde pública e melhorando a vida dos baianos.

TB – O uso de novas tecnologias não elimina a necessidade de procedimentos básicos, que devem caminhar juntos, como ambulâncias, novos hospitais e pessoal cada vez mais qualificado. Como equacionar isso diante da escassez de recursos?

Roberta Santana – De fato, a integração de novas tecnologias com os procedimentos básicos é um desafio constante, especialmente em um cenário de escassez de recursos. A tecnologia é uma aliada poderosa, mas ela deve caminhar lado a lado com a infraestrutura básica e o preparo contínuo de nossos profissionais. Um exemplo concreto é o investimento que o Governo da Bahia tem feito em áreas essenciais como ambulâncias, hospitais e a capacitação de pessoal, ao mesmo tempo em que avança na saúde digital.

Desde 2023, já entregamos 410 ambulâncias e 28 vans para Tratamento Fora de Domicílio (TFD), além de mais de 15.868 equipamentos hospitalares às unidades de saúde, totalizando mais de R$ 116 milhões de investimentos. Além disso, realizamos 23.860 teleconsultorias e 366.517 telelaudos, levando atendimento especializado aos 417 municípios.

Um dos maiores destaques nessa área é a Rede Estadual de Dados em Saúde da Bahia (REDS), que se consolida como uma plataforma pioneira na integração de dados de saúde em todo o estado. A REDS já desempenha um papel fundamental, permitindo a troca de informações entre todos os pontos da Rede de Atenção à Saúde e facilitando a continuidade do cuidado. Com sua integração à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o volume de dados triplicou, ampliando nossa capacidade de monitorar e gerir as políticas públicas com maior eficiência. A expansão da REDS representa um avanço significativo na gestão da saúde pública, permitindo decisões baseadas em evidências e melhorando a eficiência do SUS.

Apesar de todos esses avanços tecnológicos, continuamos a investir em tecnologia. Entre 2023 e 2024, mais de R$ 114 milhões foram aplicados na aquisição de equipamentos de última geração e na contratação de profissionais especializados. Isso mostra que, na Bahia, tecnologia e saúde andam de mãos dadas para melhorar a qualidade do atendimento da nossa população.

TB – Regionalização hospitalar ou policlínicas? Qual a melhor solução?

RS – A regionalização hospitalar e as policlínicas são soluções complementares, e ambas desempenham papéis essenciais na estruturação de um sistema de saúde eficiente e acessível. Não se trata de escolher uma em detrimento da outra, mas de integrar essas duas estratégias para garantir que a população tenha acesso a todos os níveis de atendimento, desde a atenção primária até os serviços de alta complexidade.

As policlínicas regionais têm sido um sucesso na Bahia, oferecendo consultas especializadas e exames de média complexidade em regiões onde antes era necessário se deslocar para grandes centros. Isso descentraliza o atendimento e reduz o tempo de espera para diagnósticos e tratamentos. Já as unidades hospitalares regionais atendem

casos de alta complexidade e internações, garantindo que pacientes em estado grave recebam o suporte necessário sem precisar percorrer longas distâncias.

Nos últimos anos, entregamos 26 policlínicas regionais e ampliamos a rede hospitalar em diversas regiões do estado, como em Jaguaquara, Itaberaba e Teixeira de Freitas, além de Salvador. Com essa integração entre policlínicas e hospitais regionais, conseguimos ampliar o acesso e melhorar a qualidade dos serviços prestados.

Portanto, a melhor solução é a combinação dessas duas estratégias. Juntas, elas garantem uma rede de saúde mais completa, eficiente e próxima da população, assegurando que todos os baianos tenham o atendimento que precisam no momento certo e no local mais adequado.

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

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