Paciente sofre complicações após lipo de papada feita por biomédica

Caso aconteceu em Vitória da Conquista e a paciente precisou ser levada ao hospital após lesões em vasos importantes na região do pescoço

Uma mulher precisou ser internada às pressas em Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, após complicações graves durante um procedimento estético conhecido como “lipo da papada”, realizado por uma biomédica. O caso foi confirmado na segunda-feira (14) pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb), que está investigando a denúncia.

De acordo com a apuração da TV Sudoeste, a profissional foi identificada como Mariana Harkbart e a vítima teria tido lesões em vasos importantes na região do pescoço, comprometendo a respiração. O procedimento, tecnicamente chamado de lipoaspiração da região submentoniana, é popular por seu custo acessível, a partir de R$ 6 mil, embora o valor possa variar dependendo do local e do profissional.

A paciente foi levada em estado crítico para um hospital particular na última quinta-feira (10), onde ficou internada até segunda-feira (14).

A legislação vigente determina que apenas médicos treinados em áreas cirúrgicas podem realizar lipoaspiração. A Resolução 1711/2003 do Conselho Federal de Medicina estabelece essas diretrizes para garantir a segurança dos pacientes. Segundo o Cremeb, ainda não está claro se a paciente tinha ciência de que a biomédica não era autorizada a realizar tal procedimento.

Defesa da biomédica afirma que ela é habilitada para realizar o procedimento

Na segunda-feira, representantes do Cremeb visitaram o hospital onde a mulher esteve internada e coletaram informações para compor o prontuário da investigação. O conselho informou que denunciará a biomédica ao Ministério Público por exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica e lesão corporal grave.

Em nota à TV Sudoeste, a advogada da biomédica afirmou que ela é habilitada para realizar o procedimento e está prestando o suporte a cliente por mera liberalidade, além disso mantém o contato com a paciente, mesmo que as complicações do procedimento não sejam de responsabilidade da profissional já que ela é formada em Biomedicina na Universidade Pitágoras.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ainda não recebeu a denúncia formal sobre o ocorrido, segundo sua assessoria de comunicação.

 

 

Fonte: iBahia

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