Veja quais e saiba como evitá-la
Quando o médico Vivek Murthy fez uma turnê por faculdades em todo o país no último outono, ele começou a ouvir o mesmo tipo de pergunta repetidamente: como devemos nos conectar uns aos outros quando ninguém mais conversa?
Em uma época em que a participação em organizações comunitárias, clubes e grupos religiosos diminuiu, e mais interações sociais ocorrem online em vez de pessoalmente, alguns jovens estão relatando níveis de solidão que, em décadas passadas, eram tipicamente associados a adultos mais velhos.
É uma das muitas razões pelas quais a solidão se tornou um problema tanto no início quanto no final de nossas vidas.
Em um estudo publicado recentemente na revista Psychological Science, pesquisadores descobriram que a solidão segue uma curva em forma de U: começando da juventude, a solidão autorrelatada tende a diminuir à medida que as pessoas se aproximam da meia-idade apenas para aumentar novamente após os 60 anos, tornando-se especialmente pronunciada por volta dos 80 anos.
Embora qualquer pessoa possa experimentar a solidão, indivíduos na meia-idade podem se sentir mais socialmente conectados do que outros grupos etários porque estão frequentemente interagindo com colegas de trabalho, um cônjuge, filhos e outros em sua comunidade — e essas relações podem parecer estáveis e satisfatórias, analisa Eileen K. Graham, professora associada de ciências sociais médicas na Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern e a autora principal do estudo.
À medida que as pessoas envelhecem, essas oportunidades podem “começar a desaparecer”, diz ela. No estudo, que analisou dados de várias décadas, começando na década de 1980 e terminando em 2018, os participantes nas extremidades do espectro etário eram mais propensos a concordar com afirmações como: “Sinto falta de ter pessoas ao meu redor” ou “minhas relações sociais são superficiais.”
Fonte: Tribuna da Bahia






