Não é à toa que enquanto os planos individuais ficam cada vez mais escassos no portfólio das operadoras, empresariais são encontrados com facilidade, por isso representam mais de 80% dos contratos no país. Neste ano, a ANS limitou em 6,91% o reajuste dos planos individuais. Já entre os beneficiários dos empresariais, há relatos de aumentos de 120%. O setor, que no primeiro semestre registrou um lucro de R$ 5,6 bilhões, alega desequilíbrio financeiro para justificar os acréscimos.
Ao Jornal Metropole, o diretor-presidente da (ANS), Paulo Rebello, explicou que a agência vai ouvir a sociedade em audiências públicas para modificar as regras dos planos. Entre elas, há a possibilidade de acréscimo para os contratos individuais, caso as operadoras declarem dificuldade financeira. Questionado sobre a possibilidade de prejuízo aos usuários, Rebello pontua que “uma vez acontecendo o reajuste técnico, o percentual será diluído num prazo de 2, 3 ou 4 anos, por exemplo”.
Mesmo que dividido em longas e (in) finitas parcelas, um acréscimo no valor do plano de saúde pode refletir em um peso a mais no orçamento e alguns quilos a menos de carne na mesa. O aposentado João Sacramento, por exemplo, já sabe que qualquer reajuste fará diferença na feira do mês. Pelo afeto de uma vida de companheirismo, ele arca com o plano da esposa. Manter as parcelas, que com o tempo passaram de R$ 100 para R$ 305, já não tem sido fácil. Se interferir ainda mais, o aposentado não verá mais sentido em manter. Continuará querendo bem dona Barbara. Sem plano, mas querendo bem.
Fonte: Metro 1






