Os números surgem após alertas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que identificou uma variante mais perigosa do vírus (variante 1b), aumentando a taxa de letalidade na África Central
Em 2024, a Bahia confirmou 38 casos de Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos. A doença é causada pelo vírus Mpox, transmitido de animais silvestres, como roedores, para seres humanos, e também de pessoa para pessoa. As informações foram atualizadas pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) com base em investigações do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-BA).
Os números surgem após alertas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que identificou uma variante mais perigosa do vírus (variante 1b), aumentando a taxa de letalidade na África Central. Além disso, a Opas destacou a circulação de uma nova variante do vírus MPXV nas Américas.
A Sesab também divulgou dados consolidados desde 2022: globalmente, há 99.176 casos confirmados e 208 óbitos; no Brasil, 11.212 casos e 16 óbitos; e na Bahia, 215 casos confirmados, sem óbitos. Um dos casos foi registrado em Ilhéus, no sul da Bahia. Atualmente, dois casos suspeitos estão em investigação, e 21 dos pacientes infectados residem em Salvador.
Outros 11 municípios também registraram casos da Mpox. São eles: Vitória da Conquista e Camaçari, com duas confirmações da doença; além de Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Candeias, Guanambi, Ilhéus, Mata de São João, Sátiro Dias, São José do Jacuípe e Simões Filho.
Ainda há dois casos suspeitos sob investigação e nenhuma morte foi contabilizada. Um documento divulgado pela pasta indica que 21 dos pacientes infectados são residentes de Salvador.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, procurou tranquilizar a população brasileira após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter declarado uma emergência de saúde global em decorrência de um surto de vírus na África. A declaração da OMS trouxe um alerta para a comunidade internacional sobre o potencial impacto do surto.
Apesar da gravidade da declaração da OMS, a ministra enfatizou que, no momento, o Brasil não enfrenta uma situação alarmante. “Não há motivos para alarme, mas sim para alerta”, afirmou Nísia Trindade. Ela destacou que a prioridade agora é manter a vigilância e implementar medidas preventivas para evitar a propagação do vírus.
Claudilson Bastos infectologista, preceptor residência médica ICOM, professor adjunto curso de medicina da UNEB, destacou as formas de transmissão da doença e deu dicas importantes.
“Pode ser dada por contato direto, ou indireto, por contato direto através de contato direto com as lesões, ou contato físico, e muitas vezes por isso que a transmissão sexual é uma das formas de transmissão. Também a questão do contato atrás de fluidos corporais, secreções, contato de fluidos como saliva, as glutícolas no caso, indireto através do material contaminado que pode existir, e isso existir nessa contaminação”.
“Situações que muitas vezes apreendem lesões e que nas bolhas que são armadas em zícolas podem aparecer principalmente regras genitais, regras perenais, mas também a pele. Mas eu falo que a tradução é que essas regras são apretadas em genitais porque justamente são lesões que podem apresentar e a pessoa não perceber de forma direta que aquilo seja um mpox. Também podem aparecer lesões, papos chamados, além de nas zícolas”, complementa.
Bastos também deu dicas de prevenção contra a doença. “Primeiro vem a vacina. A outra questão é ter o devido cuidado se alguém apresentar civilizações, no sentido de você usar máscara, contato físico, para justamente não correr o risco de ser contaminado”.
O Ministério da Saúde ressaltou os principais sintomas da Mpox: erupções cutâneas, linfonodos inchados, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza. O período de incubação do vírus varia de três a 16 dias, e a transmissão cessa após o surgimento das erupções na pele.
Fonte: Tribuna da Bahia






