O Ministério da Saúde resolveu antecipar a campanha de vacinação contra a gripe em razão do aumento da circulação de vírus respiratórios no Brasil. A campanha que começa em meados de abril, terá início no dia 25 de março.
A medida vale para todas as regiões do Brasil, exceto a Norte, onde a vacinação acontece no segundo semestre em razão das particularidades climáticas que influenciam a transmissão do Influenza na região.
Segundo o Instituto Butantan, 5 milhões de doses iniciais serão entregues nesta quinta-feira (29), e as demais 70,32 milhões serão enviadas ao Ministério até abril. A organização, que fica sediada em Sâo Paulo, é responsável pela produção das vacinas usadas na campanha brasileira.
No total, foram acordadas 81,8 milhões de aplicações – outras 6,6 milhões serão entregues em setembro para a imunização na região Norte.
“Desde o ano passado, estamos observando uma antecipação de circulação de vírus respiratórios, em geral. Então, esse ano, nós vamos antecipar a campanha para proteger a população, principalmente os idosos, as gestantes, os profissionais de saúde, da educação e todas as pessoas que são elegíveis, para que a gente possa estar com a população protegida antes do inverno”, explicou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, em comunicado.
Público-alvo
A campanha de vacinação contra a gripe é destinada a grupos considerados prioritários por terem maior risco de contrair o vírus e evoluir para um quadro grade. A expectativa do Ministério é de que 75 milhões de brasileiros sejam imunizados. São eles:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
- Crianças indígenas de 6 meses a menores de 9 anos;
- Trabalhadores da Saúde;
- Gestantes;
- Puérperas;
- Professores dos ensinos básico e superior;
- Povos indígenas;
- Idosos com 60 anos ou mais;
- Pessoas em situação de rua;
- Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
- Profissionais das Forças Armadas;
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
- Pessoas com deficiência permanente;
- Caminhoneiros;
- Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
- Trabalhadores portuários;
- Funcionários do sistema de privação de liberdade;
- População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).
Fonte: Bahia News






